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Nós, professores da EP, declaramos que... (2026)

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O objetivo de vocês reclamarem na coordenação é vocês conseguirem que os professores da EP se posicionem publicamente e digam como eles acham que os cursos devem ser dados - compare com isto aqui. Tentem conseguir algo como a declaração abaixo...


Nós, professores da Engenharia de Produção presentes na reunião do dia [tal], declaramos que consideramos que:

1. "Em C2 é para ser ensinado C2, com a linguagem e a metodologia dos livros da bibliografia do formulário 19" - e portanto em C2 não podemos cobrar dos alunos nada que a BNCC considera como competências do Ensino Fundamental mas que não está explicado nos livros de C2. Em particular, não podemos cobrar que os alunos desenvolvam a "capacidade de produzir argumentos convincentes", e devemos aceitar quando eles justificam uma resposta dizendo "tá igual ao livro" ou "eu aprendi assim no Youtube".

2. O objetivo principal é que cada aluno aprenda a estudar sozinho. Em particular:

a. A nossa interpretação dos trechos em que a BNCC e as Resoluções do CNE falam em "ferramentas computacionais" é que os alunos têm o direito de usar os programas que quiserem, e que eles devem dar preferência para os programas que têm interfaces bonitas, modernas, amigáveis, que rodam no celular, e que são feitos pra serem aprendidos em poucos minutos com no máximo umas poucas consultas ao Google a às IAs; não podemos nem encorajar, e muito menos cobrar, que os alunos aprendam os mesmos programas que os colegas ou o professor, ou que eles compartilhem código com os colegas.

b. Os alunos têm o direito de estudar pelos livros que quiserem, como quiserem, e não podemos encorajar, e muito menos cobrar, que eles interajam com os colegas e o professor pra verem se entenderam os conceitos que o professor está tentando ensinar. Aqui vamos fazer uma comparação com duas histórias: primeiro a do `P'edrinho, que está na fase `P'ré-silábica, e que no ditado em que a professora diz "ÁRVORE" ele escreve "VROOEA", porque ele ainda não consegue ver que a ordem das letras importa; e, segundo, as histórias do capitulo 4 do "A criança e o número", da Constance Kamii, sobre as crianças que ainda não conseguem entender que o "2" no "26" quer dizer "20". Nós consideramos que nestes casos, e nos casos correspondentes em Cálculo, os alunos merecem 10 - eles fizeram um esforço honesto e merecem ser aprovados, e não é papel do professor cobrar que os alunos passem pro Nível de Van Hiele seguinte.

3. Nós, professores da Engenharia de Produção presentes na reunião do dia [tal], consideramos que nós somos tão fodas que a nossa opinião sobre ensino vale mais do que todos os livros e artigos do universo, e por isso nós NÃO LEMOS E NÃO VAMOS LER, e nem mesmo olhar, nenhum dos livros e artigos que o Eduardo disponibilizou AQUI, e declaramos que se nós precisarmos citar livros e artigos pra justificar as nossas posições nós iremos citar livros e artigos que não têm nada a ver com os problemas em discussão e que nós não lemos; como a Ana Isabel aqui.

4. Consideramos que os trâmites corretos devem ser seguidos. Estamos a par a) do caso em que uma chefia do RCN levou 8 meses pra repassar reclamações da EP pro Eduardo, b) do caso em que outra chefia do RCN, e a Direção do IHS, não encaminharam pra Corregedoria os e-mails que receberam do Eduardo, e c) dos casos listados na página sobre a Etel ; mesmo assim iremos encaminhar este e-mail com a nossa posições somente pra Chefia do RCN, sem mandar cópia dele pro Eduardo.

5. Estamos de acordo com o que o Fábio Gonçalves disse em 31/jan/2025: se vários alunos cometeram o mesmo erro na mesma questão mas eles não escreveram todo o resto exatamente igual nós devemos considerar que eles só estudaram juntos; não podemos nem puní-los de nenhuma forma e nem pedir que cada um deles explique o que fez. Além disso nós consideramos que a distinção entre "entender", "decorar" e "copiar" não importa no mundo moderno, e que em todas as turmas os alunos que esquecem depois de poucos segundos o que escreveram em cada questão da prova não devem ser punidos e sim premiados por otimizarem seu tempo, sua atenção e sua energia.

6. Estamos cientes de que o RCN decidiu sempre "oferecer alternativas às turmas do Eduardo" e que o outro professor de C2 não costuma compartilhar informações sobre como está dando o seu curso, além das poucas que foram dadas em 26/jun/2025; mas mesmo assim somos contra o Eduardo dar um curso focado em "entender" (veja Sierpinska e Sfard) e "redescoberta guiada" (Freudenthal), e consideramos que os alunos não podem ser obrigados a escolher a turma que preferirem - o curso do Eduardo e o do outro professor de C2 têm que ser exatamente iguais.