O objetivo de vocês reclamarem na coordenação é vocês conseguirem
que os professores da EP se posicionem publicamente e digam como
eles acham que os cursos devem ser dados - compare com isto aqui. Tentem
conseguir algo como a declaração abaixo...
Nós, professores da Engenharia de Produção presentes na reunião do
dia [tal], declaramos que consideramos que:
1. "Em C2 é para ser
ensinado C2, com a linguagem e a metodologia dos livros da
bibliografia do formulário 19" - e portanto em C2 não podemos
cobrar dos alunos nada que a BNCC considera como competências do Ensino Fundamental mas que não está explicado nos
livros de C2. Em particular, não podemos cobrar que os alunos
desenvolvam a "capacidade de produzir argumentos convincentes", e
devemos aceitar quando eles justificam uma resposta dizendo "tá
igual ao livro" ou "eu aprendi assim no Youtube".
2. O objetivo principal é que cada aluno aprenda a estudar
sozinho. Em particular:
a. A nossa interpretação dos trechos em que a BNCC e as Resoluções do CNE falam em
"ferramentas computacionais" é que os alunos têm o direito de usar
os programas que quiserem, e que eles devem dar preferência para
os programas que têm interfaces bonitas, modernas, amigáveis, que
rodam no celular, e que são feitos pra serem aprendidos em poucos
minutos com no máximo umas poucas consultas ao Google a às IAs;
não podemos nem encorajar, e muito menos cobrar, que os alunos
aprendam os mesmos programas que os colegas ou o professor, ou que
eles compartilhem código com os colegas.
b. Os alunos têm o direito de estudar pelos livros que
quiserem, como quiserem, e não podemos encorajar, e muito menos
cobrar, que eles interajam com os colegas e o professor pra verem
se entenderam os conceitos que o professor está tentando ensinar.
Aqui vamos fazer uma comparação com duas histórias: primeiro a do
`P'edrinho, que está na fase `P'ré-silábica, e que no ditado em
que a professora diz "ÁRVORE" ele escreve "VROOEA", porque ele
ainda não consegue ver que a ordem das letras importa; e, segundo,
as histórias do capitulo 4 do "A criança e o número", da Constance
Kamii, sobre as crianças que ainda não conseguem entender que o
"2" no "26" quer dizer "20". Nós consideramos que nestes
casos, e nos casos correspondentes em Cálculo, os alunos merecem
10 - eles fizeram um esforço honesto e merecem ser aprovados, e
não é papel do professor cobrar que os alunos passem pro Nível de
Van Hiele seguinte.
3. Nós, professores da Engenharia de Produção presentes na
reunião do dia [tal], consideramos que nós somos tão fodas que a
nossa opinião sobre ensino vale mais do que todos os livros e
artigos do universo, e por isso nós NÃO LEMOS E NÃO VAMOS LER, e
nem mesmo olhar, nenhum dos livros e artigos que o Eduardo
disponibilizou AQUI, e declaramos que se
nós precisarmos citar livros e artigos pra justificar as nossas
posições nós iremos citar livros e artigos que não têm nada a ver
com os problemas em discussão e que nós não lemos; como a Ana
Isabel aqui.
4. Consideramos que os trâmites corretos devem ser seguidos.
Estamos a par a) do caso em que uma chefia do RCN levou 8 meses pra repassar
reclamações da EP pro Eduardo, b) do caso em que outra chefia do
RCN, e a Direção do IHS, não encaminharam pra Corregedoria os
e-mails que receberam do Eduardo, e c) dos casos listados na página sobre a Etel ; mesmo assim
iremos encaminhar este e-mail com a nossa posições somente pra
Chefia do RCN, sem mandar cópia dele pro Eduardo.
5. Estamos de acordo com o que o Fábio Gonçalves disse em 31/jan/2025: se vários alunos
cometeram o mesmo erro na mesma questão mas eles não escreveram todo
o resto exatamente igual nós devemos considerar que eles só
estudaram juntos; não podemos nem puní-los de nenhuma forma e nem
pedir que cada um deles explique o que fez. Além disso nós
consideramos que a distinção entre "entender", "decorar" e "copiar"
não importa no mundo moderno, e que em todas as turmas os alunos que
esquecem depois de poucos segundos o que escreveram em cada questão
da prova não devem ser punidos e sim premiados por otimizarem seu
tempo, sua atenção e sua energia.
6. Estamos cientes de que o RCN decidiu sempre "oferecer alternativas às turmas do Eduardo" e que o outro
professor de C2 não costuma compartilhar informações sobre como está
dando o seu curso, além das poucas que foram dadas em 26/jun/2025; mas mesmo assim
somos contra o Eduardo dar um curso focado em "entender" (veja Sierpinska e Sfard) e "redescoberta guiada" (Freudenthal),
e consideramos que os alunos não podem ser obrigados a escolher a
turma que preferirem - o curso do Eduardo e o do outro professor
de C2 têm que ser exatamente iguais.