Anotações pra minha fala na reunião extraordinária de setembro (2026)Deixa eu dar um informe sobre a minha licença de saúde. Se vocês procurarem por "Eduardo Ochs" no Google e forem numa subpágina chamada "Alguns motivos pra eu não confiar no Reginaldo", vocês vão ver que o item [tal] de 2026 é um e-mail chamado "Sobre comunicação com a corregedoria 2", e ele inclui um monte de subdocumentos. No total esses subdocumentos têm só 116 páginas, e esse "Sobre comunicação com a corregedoria 2" é o melhor lugar pra vocês entenderem o que está acontecendo. Um desses subdocumentos é a "Carta dos professores que se sentem receosos", que é assinada por 10 pessoas e endereçada a duas outras pessoas. Outro desses subdocumentos é uma solicitação do Saliby. Eu vou me referir a essas 13 pessoas - 12 pessoas do RCN e mais o Brunno Lessa, diretor da unidade, que é do REN, como "essas 13 pessoas". Vou simplificar as coisas só um pouquinho. Essas 13 pessoas pediram pra Divisão de Saúde me pôr de licença médica e pediram pra Reitoria me impedir de entrar na Universidade e abrir mais um processo administrativo contra mim. Esses pedidos - licença médica, vedação de ingresso no campus, novo processo administrativo - eram todos baseados na "Carta dos professores que se sentem receosos" e nos anexos dela. A "Carta dos professores que se sentem receosos" dizia coisas horríveis sobre mim, e os anexos dela deveriam dar evidências de que essas coisas horríveis eram verdadeiras, só que não davam - quando a gente lê os anexos a gente vê que as afirmações da carta eram muito fortes mas as provas era incrivelmente fracas. Vou precisar de uma expressão curta aqui. Vou dizer que os pedidos - licença médica, vedação de ingresso no campus, novo processo administrativo - tinham "argumentos muito fracos". Os argumentos que constam nos dois processos recentes contra mim - o de Avaliação de Capacidade Laboral e o de Admissibilidade de um Novo PAD, são muito fracos, e eu imagino que a Divisão de Saúde, a Corregedoria e a Reitoria devem ter pensado: bom, essas 13 pessoas incluem um Chefe de Departamento e um Diretor de Unidade; elas sabem que esses pedidos mal fundamentados delas têm conseqüências muito graves, mas o correto aqui é nós supormos que elas sabem as conseqüências, e estão assumindo a responsabilidade. Nós vamos atender esses pedidos delas, e elas que se virem depois. Essas 13 pessoas deram tiros gigantescos nos próprios pés. Porquê? Essa história não faz sentido! A "Carta dos professores que se sentem receosos" usa a expressão "por motivos aparentemente fúteis". Então uma primeira explicação é: "ah, essas 13 pessoas fizeram isso por motivos aparentemente fúteis". Mas essa explicação é ruim, ela não explica nada... Eu fiquei fazendo várias hipóteses sobre como essas 13 pessoas pensaram. Dentre essas várias hipóteses a que eu achei melhor, ou menos pior, é de que: 1) as pessoas que inventaram esses argumentos são consideradas 100% confiáveis pelas outras, 2) essas 13 pessoas consideram que a minha confiabilidade é zero, 3) essas 13 pessoas acham que a palavra das pessoas 100% confiáveis vale mais do que todos os documentos do universo, e 4) aqui deixa eu usar um expressão que tá num texto meu que elas incluíram nos processos... essas 13 pessoas "APRENDERAM A NÃO PENSAR", e isso inclui elas não conseguirem avaliar as consequências do que fazem. É bem angustiante pra mim conviver com pessoas assim, né? Porque, bom, deixa eu dar um exemplo do que pode acontecer... a Ana Isabel é uma das pessoas que esse grupo considera 100% confiáveis, e se ela disser "GENTE, EU VI O EDUARDO COM UMA METRALHADORA, PRECISAMOS RESOLVER ISSO RÁPIDO" todo mundo vai acreditar 100% nisso, e na mesma noite essas pessoas vão organizar uma vaquinha pra contratar um pessoal da milícia pra me matar, e em dois dias eu tou morto... Mas vamos deixar isso do que "pode acontecer" pra lá por enquanto, e vamos voltar pra coisas mais concretas. Na reunião de fevereiro eu disse que eu ia pressionar vocês pra que os nossos problemas chegassem a instâncias superiores. Deu super certo: os nossos problemas chegaram na Reitoria e já foram resolvidos lá, e também chegaram na Justiça Federal. O primeiro processo na Justiça Federal já está correndo, e os processos na Justiça Federal vão levar anos pra terminar. Vou terminar a minha fala com algumas dicas e um pedido, ou sugestão. As dicas são: 1) se vocês tentarem consertar as besteiras que vocês fizeram a Justiça provavelmente vai ver isso com bons olhos, e se vocês tentarem esconder as besteiras que vocês fizeram a Justiça provavelmente vai ver isso com maus olhos; e 2) falem com os advogados de vocês. Agora o pedido/sugestão: eu gostaria de voltar a dar as matérias que têm mais a ver com a minha pesquisa, e gostaria que as minhas turmas fossem no mesmo horário das outras turmas das mesmas matérias pros alunos poderem decidir se preferem ficar na minha turma ou na outra. Mais precisamente: eu gostaria de dar uma turma de Cálculo 2A no mesmo horário da outra turma de Cálculo 2A, e uma turma de Cálculo 3A no mesmo horário da outra turma de Cálculo 3A. Mais detalhes sobre as minhas turmas, incluindo as salas em que eu
sugiro que elas sejam alocadas:
A outra turma de Cálculo II-A é do Rômulo, RCN00066, turma E1.
Eu vou precisar das listas dos alunos inscritos nessas turmas do Rômulo e do Reginaldo pra mandar um e-mail pra todos eles com umas explicações básicas sobre como vão ser as minhas aulas. A minha metodologia é completamente diferente da do Rômulo e do Reginaldo, e alguns alunos vão ver claramente que vão preferir continuar nas turmas do Rômulo e do Reginaldo, mas outros vão achar melhor assistir uma aula numa turma minha pra decidir. |