As anotações que eu fiz pras minhas falas de hoje (27/nov/2025)O e-mail original está aqui: PDF. Subj: As anotações que eu fiz pras minhas falas de hoje
Oi gente... Eu pedi que as minhas falas nos assuntos gerais constassem na ata. Vou mandar as minhas anotações pra elas pra ficar mais fácil. Lá vão... Zerésima fala (que eu fiz nos informes) Na reunião de junho a Bel me recomendou um livro - o do Luckesi - que eu achei muito ruim. Depois disso eu comecei a seguir indicações de outras pessoas e referências bibliográficas pra procurar livros e artigos sobre Educação Matemática que eu gostasse, e achei muita coisa. Eu pus as melhores coisas aqui, https://anggtwu.net/2025.2-C2.html#o-metodo e tou compartilhando isso com muita gente. Eu achei que seria bom compartilhar esses links com o pessoal do departamento também, e vou pedir que esse link conste na ata. [[]],
P.S.: depois a gente pensa em como explicar isso na ata. Primeira fala Eu tenho umas sugestões. A primeira é bem óbvia: é que a gente deixe pra discutir isso daqui a 10 anos, quando o processo administrativo contra mim terminar. A segunda é menos óbvia: é "peçam ajuda pro Walter". Deixa eu explicar. O Walter por um lado é um professor titular que é um pesquisador brilhante, e que já foi a pessoa mais íntegra do nosso departamento... mas por outro lado ele também é uma pessoa que diz coisas tipo "não li e não vou ler nada, e se eu ler eu não vou entender", e que faz acusações falsas, como "o seu problema, Eduardo, não está no RCN - o seu problema está na sua relação com os alunos e com as coordenações de cursos". Deixa eu contar umas coisas sobre essa acusação falsa que eu ainda não escrevi e portanto ainda não deixei públicas. Vamos pensar em termos de "Direito pra Leigos", porque os processos judiciais ainda estão a anos de distância, então por enquanto vale bem mais a pena pensar em termos de "Direito pra Leigos" ao invés da gente pensar sobre detalhes da legislação e da jurisprudência do Estado do Rio de Janeiro. Vamos lá. O Walter fez uma acusação falsa - "o seu problema está na sua relação com os alunos e com as coordenações de cursos" - e várias outras pessoas tomaram essa fala do Walter como sendo uma verdade absoluta e a salvação da lavoura. Então: inventar uma acusação falsa é um crime, espalhar uma acusação falsa é outro, e tomar decisões baseadas numa acusação falsa é um outro, terceiro, crime. Desses, o primeiro, "inventar uma acusação falsa", é o mais grave, e quando o Walter falou numa reunião que "o seu problema está na sua relação com os alunos e com as coordenações de cursos", ele assumiu a maior parte da responsabilidade - porque ele decidiu que isso seria o melhor pro departamento - e vários coleguinhas ficaram felicíssimos, porque eles passaram a poder agir como se essa história fosse verdadeira, e eles estariam cometendo só crimes pequenininhos. Eu ainda não entendi porque o Walter fez isso. Na verdade esse "eu não entendi" quer dizer "eu não consigo me imaginar fazendo isso", porque eu penso e ajo muito diferente dele. Eu costumo pensar sempre a curto, médio e longo prazo. Dizer "eu não li e não vou ler nada, e se eu ler eu não vou entender", me parece um primeiro tiro no pé, porque fecha toda a possibilidade de diálogo, pega super mal, e faz a situação escalar. Isso pode resolver um problema a curto prazo, mas é péssimo depois. Deixa eu usar um termo pesado - é um termo provisório, por favor me ajudem a encontrar um outro melhor se precisar. Quando o Walter diz "eu não li e não vou ler nada, e se eu ler eu não vou entender", ele tá SE FAZENDO DE BURRO... e quando ele faz uma acusação falsa, como dizer "o seu problema está na sua relação com os alunos e com as coordenações de cursos", isso é um segundo tiro no pé pelos mesmos motivos, e ele tá se fazendo de burro de novo. Agora o departamento tem dois professores titulares, o Walter e a Etel, que se fazem de burros, não abrem links, e aí acabam cometendo crimes. Isso pega bem mal. Agora deixa eu contar uma outra coisa que eu acho que vocês não pensaram. Eu disse que isso pega mal, né? Mas pega mal pra quem? Vamos lembrar uma coisa que o Fábio disse em 2023. Ele disse "Eduardo, você tá preparando um monte de coisas escritas pra pessoas que não vão ler". Isso é genial, ele conseguiu uma frase curtinha que faz as pessoas verem que o nosso mundo tá dividido entre "gente que lê" e "gente que não lê". Se o Walter faz essas coisas, se a Etel ou outros coleguinhas nossos fazem coisas parecidas, elas pegam mal pra quem? Elas só pegam mal pras "pessoas que lêem", e talvez vocês convivam muito pouco com essas pessoas. Então essas coisas só pegam mal pra pessoas que não importam pra vocês... Então, Walter, será que vale a pena você continuar se fazendo de burro? Tenta conversar com os seus amigos e com os seus colegas do departamento... você vai ver que quase todos eles vão te dizer "Walter, pelamordedeus, continue se fazendo de burro sim, você tá nos ajudando muito, nós estamos gratíssimos e vamos te apoiar como pudermos"... e a única pessoa que vai te dizer que se fazer de burro vai ser péssimo a médio e longo prazo sou eu, que não importo. No início da minha fala eu sugeri que os nossos coleguinhas peçam ajuda a você pra você inventar mais maluquices e mais acusações falsas. Vocé é que tem que decidir se vale a pena continuar se fazendo de burro ou não, e imagino que nos próximos 5 anos pelo menos você vai continuar sempre decidindo que vale a pena continuar a se fazer de burro sim - sei lá como vocês pensam, talvez seja algo como "o médio e o longo prazo tão muito longe", "o futuro a Deus pertence", "preciso apoiar os meus amigos", algo assim... sei lá. Sei que você, Walter, já foi uma pessoa pra qual Verdade e Justiça eram valores muito importantes, mas eu não te vejo mais como uma pessoa dessas. Segunda fala (Aqui eu falei de novo o que eu tinha falado nos informes - e que o Fábio pediu que a gente transferisse pros assuntos gerais - e depois fiz uma pergunta pro Walter. As minhas anotações pra pergunta pro Walter são as abaixo.) Imagina que o nosso departamento tem um terceiro professor titular, que é de uma área totalmente diferente das nossas. Digamos que o nome dele é Walber, com B de bola, e que ele é de Linguística. Walter, imagina que o Walber, com B, faz acusações falsas contra você numa reunião. Aí você tenta mostrar pra ele, e pra todo mundo, as provas de que essas acusações são falsas... e ele diz "eu não li e não vou ler nada, e se eu ler eu não vou entender nada porque a minha área é Linguística e eu não entendo nada de Biomedicina". Agora a grande pergunta. Walter, como é que você lidaria com o Walber? Me explica o que você faria, por favor, porque aí eu vou conseguir entender como você espera que eu responda às suas acusações falsas e a você dizer coisas como "eu não li e não vou ler nada e se eu ler eu não vou entender"... Alguns links
A versão impressa do "Precisamos de mais Patrícias e menos Anas Isabéis" é mais fácil de ler do que a versão online - a versão impressa puxa o olhar pros lugares certos e muita gente se perde na versão online porque ela é cheia de links. Vou anexar o PDF da versão impressa.
Anexo: versao_impressa_do_precisamos.pdf 48K |